sábado, 5 de junho de 2010

Abrir mão de mim mesmo

Ó, emputeci e só volto a escrever aqui quando terminar aquele livro.


Você sabe o que é ficar o dia inteiro definhando num só lugar, completamente lúgubre e sem perspectiva? O que é não possuir a menor animação para mover mais do que três músculos do corpo de vez? Pois bem, então você conhece o tédio. Eu também. A propósito, quando for postar aqui, vou evitar ao máximo usar a palavra "eu". O último post ficou um lixo completo, execrável, nojento e repugnante, justamente por eu só ter falado de mim o post todo. Mas eu sou egocêntrico! Sobre o que mais falar? A situação da Bovespa? O índice Dow jones? Não quis usar 'aquecimento global' como exemplo, está clichê. O que você faria se ficasse completamente sem inspiração, sem vontade, sem ânimo, mas você dependesse disso?
Veria filmes, séries, comeria, jogaria Mário? Ou encheria a cara até cair? Bah, eu parei de beber, menos uma alternativa. Quer saber, leia isso, mas faz de conta que você não leu nada. Essa coisa digna de piedade aqui é culpa de Ana Clara, pois foi por ela que eu declarei no msn: "vou postar sobre o tédio". Aff. Quando eu tiver algo de produtivo pra falar que não seja eu mesmo, eu volto.
Até.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E o tédio

Olá, como vão vocês? haha, eu sei isso ficou muito "Pc Siqueira".. Mas nem foi a intenção.. Ta, foi sim. Hoje não vou dar lições de moral de como agir e etc, do jeito que fiz ontem, afinal nem to aqui pra isso. Vou falar de várias coisas, do que vier a mente mesmo, falar que meu braço ta melhorando, já consigo levantá-lo, apesar de que quando abaixo ele dói e parece cansado, falar que meu braço direito está chegando a exaustão, falar que siso se deve também ao frio, e tudo o mais. Falando em "tudo o mais", alguém aí já leu a série de livros do Douglas Adams? Muito bom, pra quem não conhece, fala sobre tudo, de humor nonsense, a críticas muito bem elaboradas ao mundo burocrático no qual vivemos, passando pelo estilo de vida do homem moderno. Mas, que seja, isso me lembra que comprei 16 livros no Submarino, e to esperando eles, muito ansioso. O que me faz lembrar(haha), que eu to escrevendo um livro, mas o problema que o que se escreve em um capítulo, eu fiz em uma página, vou dar uma enrolada nisso, descrever mais o cenário, a roupa do sujeito, etc. Porra, quem quer saber a cor das cortinas? (prevejo os comentários do pessoal falando sobre a narrativa, o detalhismo e etc), mas se serve de consolo, eu nem reviso o que escrevo aqui, eu só falo "Ah, vou postar", daí saio escrevendo até ver que a porcaria ficou grande demais. Já que nos dias de hoje, um pobre coitado escreve três linhas e já é recebido com um "resume aí"..
Pra concluir, meu feriado ta uma maravilha. Sozinho em casa até domingo, só vou precisar sair uma vez, receberei uma visita, meu braço melhorando, vou voltar a ler uns mangas que eu tinha largado, talvez minhas Hqs também, tenho um monte de filmes aqui.. Ou seja, relaxar..
Seria o teu fim de semana assim tão divertido? Um beijo pra menina da loja ali da Alberto Torres que ilumina meus dias (e que não me conhece e nem vai ler isso aqui), outro beijo pra não menos importante minha recém vizinha que ilumina frações de segundos do meu dia, mais um praquela cópia de Kristen Stewart porém Vegan lá da escola, que apesar de me odiar, também ilumina meus dias. Acho que é só. Boa...quinta(?) pra vocês.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mais de novo

Boa noite, pessoas queridas que se prestam a me ler. Pois bem, hoje estou a digitar com as duas mãos. Não que eu tenha de fato melhorado, isso não ocorreu. Acho que hoje não tenho piadinhas e nenhuma crônica tragicômica para discorrer. Apesar de isso tudo ter rimado. Vim aqui dizer que, as vezes nós reclamamos demais, muito mesmo de tudo. Hoje fui eu no hospital para tirar as ataduras, mas fui surpreendido, o Dr. queria engessar. Eu falei que tudo bem, fui pra sala de espera, e... fugi. Ah, que mal haveria? Fui pra casa, tirei as ataduras como um louco que larga o sanatório, mas nenhuma boa surpresa me foi guardada. Meu braço estava completamente sem força, se eu o levanto ou o estico pra baixo, é como se fosse soltar. Ainda está desse jeito.
Mas apesar de todo esse meu melodrama pessoal de saber que meu braço vai soltar pro resto da vida e que isso é uma merda, pois me impede de fazer inúmeras coisas, não é disso que vim falar. Enquanto pensava nessa minha vida sofrida, vi uma movimentação no shopping e olhei, havia la um pobre homem, já de meia idade, recebendo ajuda de algumas pessoas pra ser colocado em sua cadeira de rodas, e ele não me parecia nem de longe estar reclamando disso. Estou certo que se fosse eu, me sentiria humilhado! Mas aquele pobre diabo, lá estava, completamente débil naquela situação e completamente resignado, seguindo com sua vida, apesar de suas limitações. Ele não pode correr, certo? Mas quantas outras coisas ele pode fazer? Assim como eu, mesmo que não opere meu ombro um dia, nunca quis ser esportista, malhar, jogar volei, fazer natação, etc.. Não fará muita falta, a não ser que eu precise nadar pra sobreviver(de novo).. Sim, isso já aconteceu, mas é outra história. Retomando meu foco, não vim aqui falar de fé nem outro blablabla qualquer, mas de ter consciência de nossa própria situação. Não se acomodar com nossas limitações, mas não passar a vida reclamando! Ora, afinal estamos vivos ainda, não é? Pra finalizar, descobri que algumas garotas lindas, ficam mais lindas ainda de óculos (eu sei que isso não tem absolutamente nada a ver com o resto do post, mas eu precisava extravasar, viu). Boa noite a todos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Oi.

Ok, essa é minha primeira postagem aqui e é um prazer, blablabla. Não, não farei formataçõezinhas legais por aqui, em encherei de gadgets e tal, primeiro que não sou mais o cara com paciência pra esse tipo de coisa, e segundo porque é bem chato fazer esse tipo de coisa com um braço só.
Sabia que é muito chato escrever com uma mão só? Pois é. Não sou deficiente, só estou todo enfaixado mesmo. Ia até por o nome do blog de "João sem braço", mas a piada é velha, e em breve eu tiro toda essa merda. (uhh olha essa boca, menino!!). Vou lá no hospital amanhã, fazer "revisão", e só digo uma coisa: Se vierem com papo de engessar eu saio correndo de lá e vou viver! Não ligo se meu braço vai ficar soltando o resto da vida, se eu não vou poder nadar, nem começar a malhar(nem queria mesmo rs), e se nunca poderei tocar bateria... Bom, aí já não é bem uma coisa com a qual eu não me importe, é um dos meus sonhos. Mas se eu puder ficar vadiando dentro de casa, escrevendo livros, fumando, bebendo, fazendo sexo e tudo mais, sem horários fixos tal como o Hank de Californication, ta tudo bem(Acabei de lembrar que parei de beber, não fumo estou me tornando um broxa assexuado..nevermind).
Acho que perdi o foco falando sobre a vida perfeita, esqueci de dizer porque estou com o braço, ombro e tórax enfaixados. Não que voce se importe -se não ligasse, não estaria lendo esse ensaio sobre egocentrismo até aqui, né?- mas vou falar..
Era quase manhã..5:30 de domingo, pra ser exato, estava eu e minha querida amiga J. voltando pra casa, quando um homem negro e totalmente chapado de pedra(suponho eu), puxou sua bolsa. Ela o deixou levar, mas eu, menos astuto, agarrei a bolsa, e em meio aos gritos dele me mandando soltar, e os dela, também me mandando soltar, procurei uma arma na mão dele. Havia um chinelo. Não sei se foi essa visão estupefante, se foi a força dele quando bateu(nenhuma), ou a posição, só sei que meu braço esquerdo doeu pra caralho e eu soltei a bolsa. Quando vi, lá estava eu, com uma cova no ombro e um calombo abaixo, e uma dor inexplicavelmente filha da puta! Uma boa alma no bar próximo pos meu braço no lugar, umas horas depois, estava eu com o braço enfaixado, para evitar que esse se solte de novo. Maldição de familia isso. Então é isso, se gostou comente, se não gostou, vá se foder, abraços e até o próximo -e menos egocentrico- post.