O mais interessante é que se ela tem esse poder sobre mim quando faz merda, tem um maior ainda quando me olha com carinha de pidona, ou quando é carinhosa e me beija mil vezes fazendo voz de criança. Eu tava naquela: "Ah, aquela paixão do começo já era, agora ficou o bom e velho sentimento de amor, segurança, sem grandes emoções eu vou levando, afinal está maravilhoso, nos amamos de verdade, mas sem taquicardia avulsa. Ledo engano. Depois de um fim de semana inteiro juntos na praia, que só não foi perfeito porque ainda pode ser melhor, eu queria mais e mais estar perto dela. Daí decidimos que dois dias ficaríamos sem nos ver, fazer o trabalho final de uma disciplina da faculdade, afinal é importante, fora que depois tem meu aniversário e tudo o mais. Sabem o que aconteceu? Eu fiz o trabalho destinado a dois dias em cinco horas, sendo que dessas, parei algumas pra comer e mexer no Facebook. Quando liguei pra ela, desliguei o telefone com vontade de ligar de novo. Tive aquela bela crise de ansiedade, e estava muito mal humorado com o fato de não estar com ela e de ela não estar me ligando, mesmo me sentindo um imbecil por saber que ela estava fazendo o mesmo trabalho.
Algo parece estar errado, quando você, um homem prestes a fazer vinte anos, está em casa, de férias e ansioso igual uma menininha, fazendo um post sentimental digno de alguém de doze anos - porém sem tantos erros gramaticais - ao som de Leave's Eyes. Daí você, imbecil com orgulho, se pega sorrindo porque lembrou do olhar e do sorriso dela, num momento fofinho da música, e desfaz o sorriso a seguir ao perceber que o blog não é seu diário, mas o que fazer agora? Apagar tudo? De forma alguma, meu caro... Afinal, você está viciado nessa moça, e este é Mais Um Desabafo!
Força e adiante, pois o amor é muito bonito!

