É interessante, quando enfim, depois de anos de existência, e de questionamentos, você finalmente percebe que construiu um protótipo de consciência. Porém, mesmo depois de amadurecer, crescer, passar por todo tipo de provação e experiências, sua felicidade está agora, atada a de uma outra pessoa.
Tudo se torna condicional demais, você já nem sabe se isso é bom ou ruim, aquela angústia de antes volta, e você contempla novamente o medo. Sim, aquele que combaliu tua autoconfiança por toda a vida, aquele medo, inerente à humanidade. Todos os questionamentos retomam de onde pararam, assim que o deslumbre se iniciou.
É nessa altura, que todo o estresse, os problemas – até mesmo os pequenos – se tornam tempestades. E é aí que você deve se perguntar se vale à pena, viver no meio dessa tempestade, porém, tendo aquele refúgio, que mesmo nunca sendo tão quente, acolhedor e tudo o mais que você espera, é um refúgio, e sempre há a esperança de que fique melhor. Ou então, abre mão de tudo isso, sucumbe ao nervosismo e a dúvida – da qual você nunca vai se livrar, aliás – jogando tudo pro ar, volta àquela calmaria de sempre, porém encara o vazio. Suas dúvidas retornam após o alívio, sua angústia, essa agora sem nome, tudo vem de novo, entretanto o elenco aumentará: Arrependimento.

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